Decisão judicial obriga o gestor municipal a manter distância da vítima após denúncia formalizada; corporação investiga agressões físicas e psicológicas.
A Justiça determinou, em caráter de urgência, a aplicação de medidas protetivas contra o prefeito de uma cidade baiana após denúncias de violência doméstica. A decisão, fundamentada na Lei Maria da Penha, ocorre após a vítima formalizar queixa na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), relatando episódios de agressões físicas e ameaças psicológicas recorrentes.
De acordo com detalhes revelados pela Polícia Civil nesta sexta-feira (17), o inquérito aponta que o comportamento agressivo do gestor se intensificou nos últimos meses. Com a decisão judicial, o prefeito está proibido de se aproximar da vítima, de seus familiares e de testemunhas, devendo manter uma distância mínima estabelecida pelo magistrado. Além disso, qualquer tipo de contato, seja por ligações, mensagens ou redes sociais, está estritamente vetado, sob pena de prisão preventiva imediata em caso de descumprimento.
A autoridade policial responsável pelo caso informou que já foram colhidos depoimentos e realizados exames periciais que corroboram as alegações da denunciante. A Polícia Civil também investiga se o cargo ocupado pelo agressor foi utilizado de alguma forma para intimidar a vítima ou dificultar a denúncia anterior.
O nome do prefeito e o município estão sendo mantidos sob sigilo parcial para preservar a identidade e a segurança da vítima, conforme prevê a legislação para casos de violência de gênero. A defesa do político emitiu uma nota breve afirmando que ele nega as acusações e que irá colaborar com as investigações para provar sua inocência no foro adequado. O caso gera forte repercussão política na região e levanta debates sobre a conduta de agentes públicos.
