Levantamento aponta reajuste em itens tradicionais como bacalhau e corvina; consumidores buscam alternativas para manter a tradição sem estourar o orçamento.
O tradicional almoço de Sexta-Feira Santa vai exigir um esforço financeiro extra do soteropolitano em 2026. Um levantamento realizado pelo portal BNN em feiras e supermercados de Salvador confirma que o preço do peixe e dos acompanhamentos disparou nas últimas semanas, impulsionado pela alta demanda sazonal e pelo aumento nos custos de logística e produção.
Os Vilões da Balança: O bacalhau do Porto continua sendo o item de maior impacto, apresentando uma variação que ultrapassa os 15% em relação ao ano passado. No entanto, peixes populares na mesa baiana, como a corvina e a tilápia, também acompanharam a tendência de alta. O quilo do camarão seco, ingrediente essencial para o caruru, é outro item que tem assustado os consumidores nas bancas da Feira de São Joaquim.
Fatores de Aumento: Economistas explicam que, além do fator sazonal, a instabilidade nos preços dos combustíveis (que afeta o frete) e a entressafra de algumas espécies contribuíram para o cenário atual. O aumento no custo das rações para a piscicultura também refletiu diretamente no valor final dos peixes de cativeiro.
Estratégias de Economia: Para fugir dos preços abusivos, a recomendação é antecipar a compra ou buscar espécies menos procuradas, mas com alto valor nutricional, como a cavalinha e o xaréu. O Procon-BA orienta que o consumidor faça uma pesquisa rigorosa, já que a variação de preço entre um estabelecimento e outro pode chegar a 40% no mesmo bairro.
Tradição Mantida: Apesar dos valores elevados, os comerciantes de Salvador mantêm o otimismo. A expectativa é que o volume de vendas se concentre entre a quarta e a quinta-feira, dias em que as feiras costumam receber o maior fluxo de pessoas em busca do frescor dos produtos.
